| Em qualquer mudança exige-se uma conversão
e transformação profundas. Os Carmelitas na sua adaptação
à Europa e no seu novo papel de mendicantes, sentiram isto profundamente.
São Simão Stock foi o homem da mudança, compreendendo que Cristo e Sua Mãe poderiam ajudar nesta nova orientação. Homem de fé e confiança recorre a Maria, Sua Padroeira. É assim que se dirige a Nossa Senhora pedindo-lhe um sinal de Proteção. Na noite de 16 de julho de 1251, Nossa Senhora oferece-lhe o Escapulário, dizendo: “Recebe, filho caríssimo, este Escapulário como sinal especial da minha proteção para a tua Ordem e todos os que o usarem piedosamente não perecerão”. Diz a tradição que S. Simão Stock rezava o “Flor do Carmelo, vide Florescente, Esplendor do Céu, Virgem Mãe, Singular. Doce Mãe, mas sempre Virgem, aos teus filhos, dá teus favores, ó Estrela do Mar”. Na Idade Média muitos cristãos queriam unir-se às Ordens religiosas fundadas então: Franciscanos, Dominicanos, Agostinianos, Carmelitas. As Ordens religiosas trataram de dar aos leigos um símbolo de afiliação e de participação em seu espírito e apostolado. Este símbolo estava constituído por uma parte significativa do hábito: capa, cordão, escapulário. Entre os Carmelitas se estabeleceu o Escapulário, em forma reduzida, como expressão de participação na Ordem e de compartilhar sua devoção mariana. Atualmente o Escapulário da Virgem do Carmo é um símbolo aprovado pela Igreja e proposto pela Ordem Carmelita como manifestação do amor de Maria por nós e como expressão de confiança filial que temos por Ela, cuja vida queremos imitar. Ele introduz na família do Carmelo e alimenta a esperança
do encontro com Deus na vida eterna, com a proteção e
intercessão de Maria.
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