Em 1535, a 2 de novembro, Teresa foge de casa e entra no Mosteiro da Encarnação de Ávila, para ser Carmelita (Vida, 4).

Com singular elegância e graça de estilo, ela mesma nos descreve sua entrada: "Lembro-me bem, e creio que com razão, que o meu sofrimento ao deixar a casa paterna não foi menor que a dor da morte. Eu tinha a impressão de que os meus ossos se afastavam de mim e que o amor de Deus não era maior do que o amor ao meu pai e à minha família, sendo necessário fazer tamanho esforço que, se o Senhor não me tivesse ajudado, as minhas considerações não teriam bastado para que eu prosseguisse. No momento certo, o Senhor me deu ânimo na luta contra mim mesma e, assim, levei adiante o meu propósito" (Vida 4,1).

Depois de um ano de postulantado e outro de noviciado, faz sua profissão a 3 de novembro de 1537.

Pouco tempo depois, por uma enfermidade misteriosa, vê-se obrigada a abandonar o Mosteiro. Neste período de repouso, entra em contato com os livros espirituais de sua época; inicia a prática da oração mental (Vida 4,6).

Durante o verão de 1539, a enfermidade se agrava. Por três dias fica como morta; só a tenacidade de Dom Alonso impede que a enterrem, (Vida 5,9). Desta crise, Teresa saiu meia paralítica, e assim voltou a seu Convento em Ávila. (Vida 6, 1-2). Atribuiu o seu completo restabelecimento a uma intervenção especial de São José (Vida 6, 6-8). Mas a falta de saúde marcará toda a sua vida.