Teresa nem sempre gozou de muita saúde. Apesar disto, levou uma vida muito agitada e trabalhosa, sobretudo nos últimos 20 anos.

A 3 de outubro, pela tarde, pediu e lhe deram o Santíssimo, como viático. Disse para suas monjas, que ali estavam ao redor de seu leito de morte: "Filhas e senhoras minhas, perdoem-me o mau exemplo que lhes tenho dado, e não aprendam de mim, que tenho sido a maior pecadora do mundo e a que mais mal guardou a Regra e Constituições. Peço-lhes, filhas minhas, as guardem com muita perfeição e obedeçam a seus Superiores".

Com doçura e satisfação repetia: "Enfim, Senhor, sou FILHA DA IGREJA".

Morreu a 4 de outubro de 1582. Aquele mesmo dia, começou-se a contar 15, pela reforma do Calendário, e por este motivo, celebra-se seu glorioso trânsito a 15 de outubro. Contava ela a idade de 66 anos, 6 meses e 7 dias. Viveu na Ordem da Virgem do Carmo 47 anos, 27 na antiga observância e 20 na Reforma descalça, da qual deixou fundados 15 conventos de religiosos e 16 de religiosas, com Província aparte e Provincial próprio, ficando assim assegurada sua obra.