Seguir uma vocação é viver a vida com intensidade. É responder aos apelos de Deus. É renovar, converter-se, ir além, superar-se constantemente. Seguir uma vocação é dar grandeza ao coração. É vencer todas as resistências. É seguir o apelo divino que chama para uma missão, para um serviço. Ao dizer SIM, a pessoa não está livre da angústia, da incerteza, da morte.

O próprio Cristo disse Sim desde toda a eternidade à vontade do Pai, e entretanto na cruz exclamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”

Vocação é ponto de partida. Descobri-la é uma das condições para alcançar o ponto de chegada. O importante é partir ( Sai da tua terra e vai, onde te mostrarei...).

Todo homem é chamado a ser homem, realizar-se fazendo algo. Somos chamados a ser, a viver, a conviver, a crescer, a compreender, a servir, a criar, a fazer escolhas. Somos chamados a partilhar, a construir, a aperfeiçoar vidas e coisas, e crer em Deus, no homem e no futuro, a ser perfeito e a buscar o melhor em tudo. Somos chamados à santidade, à pureza e à esperança. Somos chamados a ser Igreja, a fazer a história.

Deus convoca, faz seus apelos ao homem a cada momento da vida. Vocação, portanto, é o eco de Deus a ressoar dentro da pessoa.

Realiza-se a vocação dentro de um determinado estado de vida. Os mais conhecidos são: matrimônio, sacerdócio e vida religiosa. Descobrir e assumir a vocação num determinado modo de vida é viver: descobrir a felicidade de servir. É no seu estado de vida que a pessoa realiza a missão insubstituível que Deus lhe confiou.

Toda vocação é o resultado comum de duas decisões livres:
- De Deus, escolhendo e chamando amorosamente o homem.
- Do homem respondendo livremente ao apelo divino.

A vocação vai despertando e se desenvolvendo lentamente, silenciosamente. Na entrega diária à vontade de Deus, descobre-se a verdadeira respostas. A decisão sempre deve ser pessoal e livre, sem interferência de ninguém.


A vocação é um mistério pessoal, onde entra em jogo a liberdade do Senhor e a liberdade do homem. É algo que acontece no mais íntimo do nosso ser.

O chamado de Deus é sempre misterioso, feito ao coração e à inteligência. Quem não o sente, não o escuta; quem não o percebe, não o ouve.

Deus não grita palavras de ordem nem imperativos. Vai chegando, às vezes de supetão; quase sempre de mansinho, propõe, sugere, inquieta... É o mistério da vocação: não ouvimos nada, mas sentimos no coração.
Existe um Deus que me ama e me chama... Sempre!